“Eu tenho que ser um líder no Bulls”, crava Caleb Wilson
Novato de Chicago assume responsabilidade de ser uma referência do time, apesar da pouca idade
Nunca se espera que um novato seja um líder de uma equipe da NBA, mas Caleb Wilson quer quebrar essa lógica no Chicago Bulls. Ele sente, mais do que isso, que tem o dever de assumir esse papel. O ala-pivô de 20 anos contou que ser uma figura central no time em reconstrução é um compromisso que tem consigo mesmo e com a franquia.
“Certamente, eu sinto a obrigação de ser um líder. Tenho que ser uma liderança para o meu time. Sinto que faço várias coisas, afinal, que não se espera de um novato normal. A chance de já ser uma referência desde os primeiros dias é uma oportunidade incrível que recebi tão cedo na carreira. Então, vou aproveitar”, afirmou o jovem talento.
Ser um líder, no entanto, é uma questão que vai além da postura e do comportamento. E Caleb Wilson também tem sido um destaque técnico. O novato tem médias de 21,6 pontos, 6,7 rebotes e 2,0 roubos de bola neste início de campanha pelo Bulls. Ele sabe que o seu nível de atuação, a princípio, está acima de um estreante padrão.
“Eu sinto que as pessoas também não esperam que um calouro jogue da forma como já venho atuando. Além disso, muitos jovens não carregam as expectativas e pressão que tenho desde que cheguei. Mas esse sou eu: acho que nada do que faço como jogador é típico ou comum”, cravou a quarta escolha do último draft.
Caleb Wilson encara desafio de ser um líder com resultados ruins do Bulls
As boas atuações de Wilson, por enquanto, não foram o bastante para render resultados positivos ao Bulls. O time venceu só um dos primeiros sete jogos da temporada. Contra o Philadelphia 76ers, nesta segunda-feira, perdeu a quinta partida seguida. Para ter uma postura otimista, no entanto, o garoto mira a projeção de futuro da equipe.
“Eu sei que esse é o momento em que vou acumular mais derrotas em minha vida. De certa forma, é assim que funciona. Estou na NBA agora, afinal. Não fica melhor, mais alto do que isso. E, ao mesmo tempo, nós sabemos que não somos o time que vamos ser em um futuro próximo”, refletiu o titular de Chicago.
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O risco na campanha do Bulls, em síntese, é que esse acúmulo de derrotas virem uma identidade. Não é fácil vencer na mais forte liga de basquete do planeta. No entanto, Wilson garante que os resultados atuais não definem um time vencedor ou perdedor. Não se discute números, mas a postura diante da adversidade é o mais importante.
“Perder jogos, a princípio, não te faz ser um perdedor. Mas a sua abordagem à derrota, sim, pode fazê-lo ser um. A forma como você encara os resultados negativos e como se joga basquete em um âmbito mais amplo é o que te faz com que seja um perdedor”, sentenciou o jovem talento.