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Ex-jogador do Bucks detona basquete de Giannis Antetokounmpo

Pivô sérvio teve passagem pelo Bucks na temporada de calouro do agora astro do Miami Heat

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Reprodução / X

Giannis Antetokounmpo, certamente, fez história como jogador do Milwaukee Bucks. Ele quebrou uma série de recordes do time e reconduziu a franquia ao título da NBA depois de cinco décadas. Mas, ainda assim, há quem veja o seu talento com ressalvas. O pivô Miroslav Raduljica, por exemplo, atuou com o astro na equipe e nunca o viu como um “jogador nato”.

“Eu não acho que Giannis seja um talento de basquete incrível. Mas é um talento para o trabalho duro, o que é ainda mais importante. Afinal, você precisa treinar sem parar e saber ouvir cada dica para virar um monstro em quadra. Esse é o seu poder especial: ser um jogador de trabalho firme e a disposição em ouvir”, explicou o sérvio.

É claro que a visão do pivô, a princípio, está um pouco enviesada pelo momento em que foram colegas no Bucks. Ele jogou pelo time na temporada 2013-14, quando Giannis Antetokounmpo era um novato vindo da segunda divisão do basquete da Grécia. Mas, desde então, acompanha a carreira do craque e ainda não gosta do que vê.

“Eu não suporto vê-lo jogar porque, para mim, aquilo meio que não é basquete. Ele só ataca a cesta enquanto abre caminho para o garrafão como um ‘caminhão’ com o seu físico. Então, no garrafão, pula por cima de todos para pontuar. Mas não converte um arremesso de três pontos ou até mesmo faz uma finta”, disparou Raduljica.

Giannis Antetokounmpo virou o jogador que o Bucks queria

Antetokounmpo chegou aos EUA como um prospecto de bem pouca experiência e que iria exigir muito tempo de desenvolvimento. Foi uma aposta do Bucks, antes de tudo, com uma 15a escolha do draft. Mas a evolução valeu a pena. Apesar dos elogios ao grego, Raduljica também dá bastante crédito à liga por essa história de sucesso.

“A questão com a NBA é que, a princípio, eles podem transformá-lo em quase qualquer coisa que quiser. Podem fazê-lo o jogador que quiserem, em síntese. E estão certos em 99% das vezes. Então, se possuem um plano para desenvolver um atleta, só entenda e faça acontecer. Só é preciso ética de trabalho e escutar”, resumiu o veterano.

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Raduljica e Antetokounmpo, no fim das contas, só tiveram um ano de convivência em Milwaukee. E, apesar das críticas técnicas, o sérvio faz questão de dizer que não tem nada negativo a dizer do ex-colega em nível pessoal e torce pelo seu sucesso no Miami Heat. Até porque a questão do estilo de jogo é uma coisa da liga.

“Eu estou falando sobre o basquete de Giannis porque o conheci. Mas o fato é que vários outros jogadores também têm esse estilo de jogo e não gosto de assisti-los. Não digo isso como algo exclusivo ou um demérito a ele. Giannis é ótimo e, por isso, não tenho nada além de respeito pela sua pessoa”, concluiu o experiente pivô.

Ricardo Stabolito

Jornalista e engenheiro graduado, pós-graduado nas áreas de educação e tecnologia aplicada à comunicação. Paulista de nascimento que a vida fez baiano. Co-fundador e editor do Hoops Brasil. Antes, Jumper Brasil.

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