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Giannis Antetokounmpo: troca para o Heat sofre com o imediatismo

Time da Flórida perdeu estreia para o Timberwolves por 131 a 106 jogando em casa

Giannis Antetokounmpo troca Heat
Reprodução / X

Qual é a coisa mais legal em um início de temporada? Bem, existem algumas, mas nada melhor do que ver as reações imediatistas. Mas, será mesmo que elas representam apenas aquela ânsia por voltar a falar sobre NBA ou possuem um fundo de verdade? No caso de Giannis Antetokounmpo, o Miami Heat já começou a sentir os sinais da troca que aconteceu na offseason.

Claro que tem mesmo uma falta de encaixe no time. A gente falou disso em nossas lives e explicou na previsão da equipe para a nova campanha. Só que Giannis Antetokounmpo pediu para ir para Miami e a direção teve meses para cuidar do problema.

E é meio raso falar só encaixe, né? Porque o que acontece em uma troca de um grande jogador na NBA é o mesmo de sempre: o time que recebe o astro sempre perde profundidade. Parece que o problema é um só, mas passa longe disso.

É preciso entender que o Heat mandou jogadores de sua rotação ao Milwaukee Bucks. Não foram só peças aleatórias. E perder Norman Powell na agência livre, por mais que tenha ajudado pelo lado financeiro, foi péssimo dentro de quadra.

Troca de Giannis Antetokounmpo para o Heat envelheceu mal?

De novo, quando troca um cara do nível do grego, é óbvio que vai demandar muitos contratos. Afinal, Giannis tem um salário alto e os times precisam “bater valores” antes de uma aprovação da NBA.

Quando Kevin Durant foi para o Phoenix Suns, por exemplo, o Brooklyn Nets recebeu Mikal Bridges e Cam Johnson, além de escolhas de Draft. O negócio ainda teve a participação de outros times que pegaram carona e despacharam atletas ali. No total, envolveu sete franquias. O Suns perdeu profundidade e arremessadores logo de cara.

No caso de Antetokounmpo, a troca foi bem mais simples, pois foi só entre Heat e Bucks. Mas, mesmo assim, Miami mandou Tyler Herro, Kasparas Jakucionis, Jaime Jaquez Jr., Kel’el Ware e escolhas de Draft.

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Por mais que Bobby Portis tenha ido para o Heat, ficou faltando uma coisa muito importante: espaçamento. E nem é algo absurdo de se pensar, pois Bam Adebayo não é um arremessador. Então, partindo disso, já são dois caras que não o fazem.

E olhando para o time titular, Andrew Wiggins e Klay Thompson (reforço para a temporada) são as únicas opções ali. Afinal, Davion Mitchell é bom no quesito, mas não tem volume.

É isso. Volume, aqui, tem muita importância. Se seu time titular não tem muitos arremessadores, fica dependendo dos que vão sair do banco. É por isso que Tim Hardaway Jr precisa arremessar, pelo menos, cinco vezes do perímetro por noite. O mesmo vai acontecer com Portis, Thompson e Wiggins.

Nikola Jovic até arremessa, mas não acerta. Sobra para Simone Fontecchio, que não tem tempo de quadra.

Erik Spoelstra precisa encontrar alternativas

Lembra quando Russell Westbrook foi para o Los Angeles Lakers e a gente falou, ainda no outro site, que faltava encaixe? Pois é. Aqui, são posições diferentes, razões diferentes. Mas a ideia é a mesma.

Se o time não possui bons arremessadores com tempo de quadra, imediatamente existe um problema no encaixe. Tudo isso pode se resolver se o técnico Erik Spoelstra fizer algumas mudanças.

Antetokounmpo é ótimo passador, mas contra o Minnesota Timberwolves, a bola ficou com Mitchell. E o armador ficou tão sobrecarregado que cometeu cinco erros de ataque para 11 assistências.

Mitchell, embora armador de origem, não é exatamente um grande organizador ofensivo. Você precisa ter alternativas. O problema: não tem ninguém no banco para fazer isso. A não ser que Ryan Conwell tenha um desenvolvimento muito rápido, o Heat vai precisar de uma troca para auxiliar Giannis Antetokounmpo.

Porque está bem claro que o astro precisa se envolver na organização e não ser só o cara para pontuar. Thompson e Wiggins não possuem tal característica, enquanto Bam Adebayo pode ajudar. Mas é pouco.

O ataque de Miami está pobre de pensamento. Ao menos, foi assim no primeiro jogo. É que o imediatismo “grita” aqui, mas o Heat enfrentou uma das melhores defesas da NBA. É bom ter um pouco de calma.

Gustavo Freitas

Antes: Jumper Brasil. Co-fundador do site Hoops Brasil, acompanha NBA desde 1989. De Uberaba-MG.

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