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Knicks não deve fechar novo contrato com Karl-Anthony Towns

Além do pivô, Josh Hart e Miles McBride tendem a não receberem extensões prévias também

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Reprodução / X

O New York Knicks negocia uma extensão prévia de contrato com Karl-Anthony Towns, mas a situação não é simples. O pivô é elegível a um vínculo enorme e as partes estão longe de um acerto. Por isso, as expectativas não são de acordo. Segundo Ian Begley, do site Sports NY, o time não deve fechar negócio com o astro antes da temporada.

“A opção de US$61 milhões que Karl vai ter em 2027, a princípio, deve ter um grande impacto no futuro financeiro da equipe. Com um acordo, ele diminuiria esse valor por mais segurança em longo prazo. Mas, neste momento, existe uma diferença razoável entre o que a franquia oferece e o jogador busca”, explicou o jornalista.

Karl-Anthony Towns é elegível a uma extensão máxima de até US$276 milhões por quatro anos, mas sabe que não vai recebê-la. Begley já apurou que a oferta inicial do Knicks ficou na faixa dos US$50 milhões por ano. O jogador está aberto a negociar, mas viu a primeira proposta como algo fora de realidade.

É certo que o veterano vai receber US$57 milhões em salários na temporada que está para começar. E, além disso, ele chega às negociações muito valorizado pelo título da NBA com o Knicks. Na última temporada, o atleta de 30 anos anotou médias de 20,1 pontos, 11,9 rebotes e 3,0 assistências por noite.

Karl-Anthony Towns não deve ser único jogador do Knicks sem extensão

Vale lembrar que Towns não é o único atleta do Knicks elegível a uma extensão prévia nesta offseason. Josh Hart e Miles McBride estão na mesma situação, por exemplo. Assim como o pivô, ambos não devem fechar um novo vínculo antes da temporada. É claro que ninguém vai fazer “corpo mole”, mas Hart admite que a situação incomoda.

“Assim que a temporada começar, se não tivermos um acordo, a minha mentalidade vai ser colocar isso de lado e jogar. Eu vou focar em quadra. Mas tenho certeza de que será um peso a mais na camisa. Você não tem firmeza sobre o seu futuro e, por isso, afeta a vida pessoal. Então, é uma situação meio difícil”, admitiu o veterano.

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As palavras de Hart servem como um alerta. Afinal, na NBA atual, as extensões prévias estão mais comuns do que nunca. Os jogadores não gostam de entrar em último ano de contrato sem garantias porque perderam esse costume. O especialista defensivo vê um impacto impossível de ignorar em jogar sem uma extensão garantida.

“Eu adoraria seguir com esse time, pois amo Nova Iorque. Mas não há certezas. Somos humanos, então temos vidas que precisamos ajeitar. Adoraria vir aqui e dizer que não tem problema nisso, mas nunca se sabe. Há pessoas que não se importam, mas outros sentem a situação. Eu torço para chegarmos a um acordo”, concluiu o ala-armador.

Ricardo Stabolito

Jornalista e engenheiro graduado, pós-graduado nas áreas de educação e tecnologia aplicada à comunicação. Paulista de nascimento que a vida fez baiano. Co-fundador e editor do Hoops Brasil. Antes, Jumper Brasil.

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