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NBA: Lakers é o primeiro time a não “acabar” após LeBron James

Sem "herança ruim", time de Los Angeles faz boa temporada sem o quatro vezes MVP

NBA Lakers LeBron James
Reprodução / X

LeBron James foi campeão quatro vezes na NBA, a última delas em 2020, pelo Los Angeles Lakers. Desde 2003/04 na liga, o astro sempre movimentou o mercado pelos times que passou. No entanto, deixou “terra arrasada” quando saiu. Foi assim nas duas vezes no Cleveland Cavaliers e na passagem pelo Miami Heat. O mesmo, entretanto, não aconteceu na equipe californiana.

Claro que LeBron James é isso tudo, mas as franquias sempre fizeram suas vontades enquanto esteve nos elencos. Para montar grupos competitivos, ele pressionou as diretorias, que cederam, trocando escolhas de Draft e jovens talentos.

No Cavs, por exemplo, ele teve aquele episódio do The Decision, que manchou sua carreira ao deixar o time de Ohio pelo Miami Heat. Naquela ocasião, o Cavaliers usou as picks de 2004, 2005 e 2010 para tentar reforçar o elenco. Teve, também, de segunda rodada na troca por Ben Wallace.

Depois, repetiu a dose entre 2015 e 2017, em sua segunda passagem. O Cavaliers fez o que LeBron queria e rendeu um título (inédito da franquia) em quatro finais.

Já no Heat, LeBron James chegou a indicar quem o time deveria selecionar no Draft. Em 2014, pouco antes de voltar para o Cavs, ele falou sobre um armador que gostou, Shabazz Napier. E Miami foi lá e fez a troca com o Charlotte Hornets para atender sua vontade. Dias depois, anunciou sua saída.

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Até começou a ser assim no Lakers, mas algo mudou nos últimos anos. Quando a Klutch Sports colocou vários jogadores no grupo e o time ficou fora dos playoffs, foi o momento de um basta. Apenas trocas pontuais aconteceriam.

Anthony Davis e LeBron pediram um pivô, mas a direção seguiu firme, sem atender seus jogadores. Aquilo mostrou que a diretoria queria vencer com o que tinha em mãos, mas se não conseguisse, tudo bem. Não entregariam o futuro, como fizeram quando Julius Randle, Brandon Ingram, Lonzo Ball, Ivica Zubac, Josh Hart e Kyle Kuzma, foram embora.

A ideia era preservar escolhas e jovens talentos. Então, veio a troca por Luka Doncic. Provavelmente, o maior divisor de águas em Los Angeles.

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Quando Luka chegou, o Lakers mudou rapidamente seu projeto. Não estendeu com LeBron e deixou ele virar agente livre. Tudo para abrir muito espaço em folha e montar um time mais próximo daquilo que Doncic queria.

Como é um projeto novo, tudo bem. O Lakers vai dar ao esloveno jogadores que possam ajudar o time a vencer. Fez isso por Shaquille O’Neal, Kobe Bryant, até James. Mas com LeBron, a equipe parou de “investir” quando o retorno já não era mais o mesmo. Ficar fora dos playoffs, definitivamente, mudou os planos da direção.

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E é óbvio que dá para entender o que Cavs e Heat fizeram, mas o Lakers optou por “largar a mão” de LeBron James. Deixou de ser dependente, embora ele ainda seja um grande jogador na NBA.

Então, pela primeira vez, algum time que LeBron passou não sofreu. Enquanto o Cavaliers ficou quatro anos fora dos playoffs em cada passagem do astro por lá, o Heat ainda conseguiu ser “mais ou menos” competitivo, mas ainda perdeu alguns anos (três dos próximos cinco).

A “herança maldita” não pegou o Lakers. Apesar de todo um histórico, a direção da equipe se preparou antes para não ter a dependência. Como resultado, venceu sete dos primeiros nove jogos e é o segundo no Oeste.

É apenas o início, mas é promissor. Luka Doncic, por exemplo, faz uma temporada de MVP. E a distância para o segundo parece ser bem grande, apesar de tudo o que Victor Wembanyama fez contra o Dallas Mavericks.

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Gustavo Freitas

Antes: Jumper Brasil. Co-fundador do site Hoops Brasil, acompanha NBA desde 1989. De Uberaba-MG.

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