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Previsão 2026/27 da NBA: Boston Celtics

Time de Massachusetts trocou o astro Jaylen Brown na offseason, mas segue com lacunas

previsão NBA Boston Celtics
Reprodução / X

A previsão do Boston Celtics para a próxima temporada da NBA é bem simples: vai competir. Ninguém sabe exatamente o que o time de Massachusetts vai fazer para resolver o problema da armação, mas a adição de um veterano como Mike Conley diz pouco. Enquanto isso, a franquia contratou o pivô Mitchell Robinson, uma das carências do elenco para 2026/27.

O técnico Joe Mazzulla quer o time fazendo o mesmo de sempre: arremessando de três e defendendo com pressão o tempo todo. Nada de diferente é esperado para a nova campanha do Celtics. O elenco pode não ser tão qualificado quanto o do título de 2024, mas é certo que vai tentar lutar pelos primeiros lugares. Se vai conseguir, o papo é outro.

Afinal, o Leste ficou muito mais disputado e o grupo perdeu Jaylen Brown na troca por Paul George. O negócio foi ruim, mas a diretoria acredita que era o passo certo por conta da extensão de Brown. Por outro lado, George jamais deixou de ser um excelente jogador. Só precisa ficar em quadra.

Enquanto isso, Jayson Tatum, recuperado de grave lesão, volta a ser o foco do ataque. Ele perdeu o jogo decisivo nos playoffs por retornar às quadras antes da hora, mas já está tudo bem.

Boston Celtics tem previsão de atacar como sempre na NBA: bolas de três

Não é segredo que Joe Mazzulla gosta do arremesso do perímetro, mas a obsessão por isso tira do time a mínima chance de ter um “Plano B”. Foi assim nos últimos anos e resultou em título. Então, não adianta falar que não tem variação: a meta é arremessar de três, especialmente se tiver algum espaço para tal.

Esse tipo de ataque tende a deixar o time estagnado na pontuação. Zero surpresa. O Celtics vai fazer cinco bolas de três em nove tentativas, abrir vantagem no placar e, então, errar as próximas 12, permitindo a aproximação do adversário ou até mesmo a virada.

O problema é quando o técnico não entende o momento de fazer o time “bater para dentro” do garrafão e tentar ganhar pontos fáceis, como nos lances livres. Foi o time que menos cobrou tais arremessos nos últimos dois anos, enquanto liderou a liga em tentativas de três em 2023/24 e 2024/25, além do quarto em 2025/26.

Buscar o lance livre, portanto, é algo que poderia ser uma meta da equipe, especialmente nos momentos em que a bola de três não cai. Será uma grata surpresa se acontecer, entretanto.

O bom, o ruim e o feio

Claro que o arremesso de três pode fazer com que o Celtics brigue na ponta do Leste e entre como um dos favoritos na próxima temporada da NBA. A direção da franquia adicionou qualidade no elenco, mas aí vem outro problema: confiabilidade.

Tudo bem que Mitchell Robinson seja um ótimo defensor, um cara que luta pelo rebote de ataque o tempo todo e vai proteger o aro. Mas ele, assim como Paul George, sofre com lesões. Mika Conley ainda defende, mas o que esperar dele aos 39 anos? Na última campanha, atuou por apenas 18 minutos por partida.

A defesa, que já era boa, está ainda melhor. O único problema é que as três “caras novas” não conseguem ficar em quadra por tanto tempo, seja por lesão ou condição física em queda.

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Além disso, não dá para Derrick White ser o armador. Ele é um espetacular defensor e criador secundário. No entanto, os números foram contra ele na última temporada, quando Mazzulla optou por usar o jogador na função. Após sete dribles (algo que todo armador precisa fazer), White tem um dos piores índices de três em toda a NBA.

Em contrapartida, se tivesse ido atrás de um armador que pudesse conduzir mais a bola, já ajudaria muito. Com Tatum de volta às quadras em 2025/26, isso até teve uma tendência de melhora, mas foi muito leve. Existe a previsão de que a direção do Boston Celtics busque na NBA um organizador de jogadas para aliviar o arremesso de White. O que pode ajudar, no entanto, é que Boston terá George para dividir a posse no ataque com Tatum e Wahite. Talvez, isso resolva. Ao menos, por enquanto.

Vale destacar que o Celtics pode ser oito ou 80. Se George e Robinson perderem muitos jogos, a profundidade do elenco não ajuda tanto como em outros anos. Além disso, Mazzulla não deixa Jordan Walsh em quadra, o que não faz muito sentido. É ótimo defensor, arremessa bem e faz grandes coberturas. No entanto, o técnico parece não dar tanto espaço.

Quem joga

PG: Derrick White / Payton Pritchard / Mike Conley
SG: Baylor Scheierman / Ron Harper Jr
SF: Paul George / Sam Hauser / Jordan Walsh
PF: Jayson Tatum / Hugo Gonzalez
C: Mitchell Robinson / Neemias Queta / Luka Garza / Chris Cenac

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Gustavo Freitas

Antes: Jumper Brasil. Co-fundador do site Hoops Brasil, acompanha NBA desde 1989. De Uberaba-MG.

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