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Quais são as opções para o Warriors sobre Kristaps Porzingis?

Pivô letão vai desfalcar equipe de San Francisco por tempo indeterminado

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Reprodução / X

Imagine o cenário: Kristaps Porzingis não vai conseguir jogar tão cedo e o Golden State Warriors precisa de opções. O que a franquia realmente pode fazer a partir daí?

De acordo com a direção do Warriors, o pivô não tem prazo para retornar às quadras. Assim como Moses Moody e Jimmy Butler, o letão segue fora por tempo indeterminado. A NBA, enquanto isso, pode “ajudar” a equipe. Mas tudo tem um preço.

O que acontece é que Kristaps Porzingis tem uma doença (POTS) que tira dele o fôlego, força e aumenta seus batimentos cardíacos. A condição começou a aparecer quando ele ainda estava no Boston Celtics. De lá, ele foi para o Atlanta Hawks em troca e voltou a apresentar os sintomas. Então, o Warriors usou Jonathan Kuminga e Buddy Hield em um negócio por ele na última trade deadline.

Se Kristaps Porzingis não tiver condições de voltar em 2026/27, o que é um risco real, a direção do Warriors precisa entender quais são suas opções para a nova temporada da NBA. Não tem situação fácil no caso, aliás.

Exceção de Jogador Incapacitado

O Warriors pode pedir a DPE (Disabled Player Exception) caso o pivô não tenha condições de atuar em 2026/27. A primeira coisa a entender é que o jogador possui um salário de US$20 milhões, então o time pode receber US$10 milhões. É como se fosse um vale-presente, mas bem mais caro.

Primeiro, NBA vai fazer uma avaliação médica. Se tudo estiver dentro daquilo que o Warriors alega, o benefício é dado. O atleta, a partir daí, pode ter uma melhora surpreendente e querer voltar às quadras, mas ele é impedido a partir da solicitação da franquia.

Quais são as opções para o Warriors se Kristaps Porzingis perder a temporada?

Sabendo que a exceção é a metade de seu salário em 2026/27, a direção de Golden State precisa avaliar tudo. Se gastar um pouco a mais, entra no segundo nível (apron) de multas. Por enquanto, o time está a cerca de US$800 mil abaixo. E as taxas da liga são um absurdo. Por isso, todo dono de franquia “corre” delas.

Só que se receber o tal vale-presente, tem de entender todos os riscos. Compensa usar? Vai pagar multas?

Tudo depende de como a direção encara a temporada 2026/27. Se acreditar que pode brigar pelo título, o time vai pagar cada centavo para tal. Do contrário, é algo que, talvez, não seja tão bom assim.

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Só para deixar claro, o Warriors já possui US$220.8 milhões em salários para 2026/27. O segundo nível começa com US$221.6 milhões. Ou seja, qualquer contratação agora vai colocar o time na faixa.

Apesar do contrato de Porzingis entrar na lista de jogadores incapacitados, ele segue normalmente. Ele não tem nenhum tipo de abatimento. Então, se o Warriors usar, as multas serão ainda maiores do que o normal.

Repetidor

O grande problema aqui é que o Warriors entraria no segundo nível de multas com uma folha salarial de US$230.8 milhões. Por pagar taxas na última temporada, o time iria para um valor muito maior. Caso não fosse um “pagador”, ficaria em US$72.5 milhões por superar o segundo apron.

Mas como o time já pagou em 2025/26, sobe para US$160.2 milhões. Ou seja, é o valor dos salários (US$230.8) mais da multa (US$160.2), totalizando US$391 milhões.

Como usar

O time pode contratar um agente livre por até US$10 milhões, com a condição de ser por apenas um ano. Além disso, teria a chance de fazer uma troca e usar o “crédito”.

Como exemplo, o pivô Al Horford, vai ganhar US$6.8 milhões. Então, Golden State pode receber até US$16.8 milhões em contrato de um jogador. A condição é que tal atleta tenha vínculo expirante. Afinal, é a mesma condição para assinar com um agente livre.

Para um time que já não tem Jimmy Butler até janeiro, pelo menos, é um risco enorme por uma “recompensa” não tão vantajosa. Caso fosse brigar pelo título, o papo seria outro e o Warriors pagaria até o último centavo para dar mais um anel de campeão a Stephen Curry.

Dispensar

Por fim, a direção pode dispensar o pivô e “parcelar” o contrato do jogador. No entanto, o valor do tal “parcelamento” vai contar a cada temporada até acabar.

Gustavo Freitas

Antes: Jumper Brasil. Co-fundador do site Hoops Brasil, acompanha NBA desde 1989. De Uberaba-MG.

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