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Sincero, Trae Young acusa Shai Gilgeous-Alexander de flop

Novo jogador do Wizards tira sarro de MVP da liga por episódio em jogo na temporada passada

trae young shai alexander
Reprodução / X

Jogadores da NBA costumam ser “corporativistas” quando não competem em quadra. Ou seja, fora das quatro linhas, defendem uns aos outros na maior parte do tempo. Mas não foi o caso de Trae Young ao falar sobre Shai Gilgeous-Alexander. O astro lembrou de um episódio da campanha passada para ser bem sincero sobre a postura do MVP da liga.

“Eu enfrentei o Oklahoma City Thunder em um dos jogos iniciais da última temporada e estava tudo normal. Então, Shai tentou um stepback na média distância. Botei a mão em seu peito e não fiz carga alguma. Juro que não o empurrei, pois foi só uma mão de referência. Mas ele se jogou no chão de uma forma absurda”, contou o armador.

O relato de Young só reforça uma visão dos fãs da NBA, em particular, sobre o aspecto “teatral” do jogo de Gilgeous-Alexander. O ala-armador foi o quarto atleta que mais cobrou lances livres em média na temporada passada (9,0). Muitos desses lances, no entanto, vêm acompanhados de reclamações de flop por parte dos adversários.

“Acho que quem estava assistindo à partida pensou que usei uma mão de aço ou sei lá em seu peito. Ele sabia onde tocaria em seu corpo e estava com aquela reação pronta. Mas não o culpo. É uma coisa do jogo: você deve entender que os melhores jogadores sempre vão chutar mais lances livres”, admitiu o craque do Washington Wizards.

Sinceridade de Trae Young vai além de Shai Gilgeous-Alexander

Young deu a declaração sobre Gilgeous-Alexander no podcast do ala Michael Porter Jr. E, aliás, não parou por aí com os comentários talvez um pouco sinceros demais. Antes de chegar ao Wizards, ele virou um ídolo no Atlanta Hawks. E, enquanto analisava o novo time, falou um pouco demais sobre o talento da equipe anterior.

“Anthony Davis pode pontuar quando quer e, ao mesmo tempo, é um dos melhores defensores da história do jogo. AJ Dybantsa pode atrair marcações duplas. Isso é algo especial porque nem todo na NBA atrai tanta atenção assim. Eu acho que, por exemplo, nunca tive um companheiro de time com essa habilidade antes”, avaliou o armador.

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Young, apesar do elenco “nem tão qualificado” ao seu redor, levou o Hawks a uma final do Leste em sua passagem por Atlanta. Mas será que pode repetir esse mesmo tipo de resultado pelo Wizards? Ele também tem uma visão sincera e realista sobre o assunto. Não falta qualificação ao elenco, mas a parte física preocupa.

“A gente sabe como essa liga funciona. Então, a saúde é um fator mais importante para todos os times. Eu só vejo coisas boas em nosso futuro se ficarmos saudáveis. As coisas mudaram muito em Washington e podemos ser muito bons. Mas quão bons? Vamos ver como a temporada se desenrola e deixar o nosso basquete falar”, concluiu o astro.

Ricardo Stabolito

Jornalista e engenheiro graduado, pós-graduado nas áreas de educação e tecnologia aplicada à comunicação. Paulista de nascimento que a vida fez baiano. Co-fundador e editor do Hoops Brasil. Antes, Jumper Brasil.

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