Técnico do Celtics, Joe Mazzulla detalha uso de IA no basquete
Treinador confirma buscar apoio ao trabalho de treinador em recursos de inteligência artificial
O técnico do Boston Celtics, Joe Mazzulla, não é uma figura das mais “convencionais” da NBA. Tem um jeito, certamente, excêntrico com as suas referências ao reino animal e o costume de dormir com a boca tapada. Mas ele revelou que saiu à frente da concorrência com o uso da inteligência artificial aplicada ao trabalho com basquete.
“Eu uso a IA todos os dias para refletir sobre o meu trabalho e questões psicológicas, além de buscar apoio sobre como lidar com certas situações. Nunca usei o Chat GPT, mas amo o Claude. O Claude é legal porque sempre termina as suas colocações com uma pergunta. Então, você segue buscando informações”, contou o treinador.
Joe Mazzulla passou a usar os programas de IA com mais afinco durante a offseason. Estudou como escrever comandos mais funcionais, assim como o potencial da ferramenta para o seu trabalho no Celtics. Desde então, ele se sente cada vez mais estimulado a aplicar as “conversas” com o Claude no dia a dia.
“Eu acho que esses programas desafiam a nossa mente. Trouxe benefícios para mim na offseason em termos de desenvolvimento pessoal, por exemplo. Isso é bom porque, como técnicos, a gente fala essas frases que nem sempre são tão concretas. A IA ajuda a pensar em como torná-las algo real, sabe?”, explicou o jovem técnico.
Joe Mazzulla busca autoconhecimento como técnico do Celtics na IA
A inteligência artificial está cada vez mais presente em nosso dia a dia, mas o seu uso é ainda muito trivial. Então, o maior desafio é entender como pode ajudar de forma funcional nas mais diferentes áreas. Mazzulla, a princípio, está fazendo a análise dos seus métodos de treino agora. E vem aprendendo até mais do que esperava.
“Eu acho que a IA serve, antes de tudo, para aprendermos mais sobre nós mesmos. Por exemplo, expliquei o meu plano de treinos da última temporada para o programa para ver se fomos eficientes. Se foi uso produtivo de tempo e, assim, alcancei os objetivos que havia traçado. Ou seja, foi uma avaliação de si mesmo”, resumiu o treinador.
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As boas reflexões com o apoio da inteligência artificial levam Mazzulla a vislumbrar os próximos passos da sua nova “parceria”. Mas o que pode ser? As possibilidades são inúmeras, enquanto os recursos estão em expansão. Uma ideia que o líder do Celtics teve foi discutir com a IA sobre métodos de orientação no intervalo de partidas.
“Será que podemos ser mais eficientes em nossos processos durante o intervalo? Pois, geralmente, nós usamos o tempo para assistirmos aos vídeos de lances do jogo. Mas aqueles lances já ocorreram. Então, só estamos distraindo o nosso cérebro. Será que não podemos prever as jogadas que vão acontecer?”, questionou o técnico.